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O que ver em Plovdiv em 2 dias

Depois de 2 dias em Sófia é altura de conhecer o que ver em Plovdiv, a segunda maior cidade da Bulgária.

Quem diria que um dia teria a oportunidade de visitar uma das cidades mais antigas da Europa… Pois é, Plovdiv é habitada há mais de 6000 anos, o que faz dela uma “velhota” no que diz respeito a cidades europeias!

Apesar de ser uma cidade com bastante história, Plovdiv é pequena e vê-se bem num dia… não há muita coisa interior para visitar e praticamente todos os monumentos interessantes estao na lista do free walking tour.

Um dos erros que cometi nesta viagem foi ter ficado demasiados dias em Plovdiv… três dias inteiros que poderiam ter sido reduzidos a dois e assim teria aproveitado para visitar outros sítios.

Bairro de Kapana

Como disse um pouco mais acima, Plovdiv vê-se bem num dia e se não quiserem ficar alojados na cidade, dá perfeitamente para fazer um bate-volta desde Sófia por conta própria ou com uma excursão guiada.

Como acabei por ficar por aqui dois dias, decidi dividir o que ver em Plovdiv em duas jornadas, para que possam desfrutar da cidade com mais calma!

O que ver em Plovdiv em dois dias

Dia 1 em Plovdiv

No primeiro dia em Plovdiv, decidimos ficar pela zona “baixa” da cidade e conhecer não só os monumentos que por aqui existem, mas também KAPANA, o bairro “ratoeira” cheio de comércios hipsters, bares e lojinhas de decoração.

Mesquita Dzhumaya

A maior mesquita da cidade, datada do Império Otomano e que ocupa o lugar da antiga catedral de Plovdiv. Não cheguei a entrar porque já era tarde e sem luz não se via muito. Do lado de fora da mesquita tem um cafezinho tipicamente turco com chá e baklavás divinais e muito baratos (um chá e um baklavá por 1€)

Estádio Romano

Localizado no centro da cidade, hoje em dia não se conservam muitas ruínas, já que para isso seria necessário destruir toda a rua principal da cidade! Tinha espaço para 30 mil pessoas e foi construído no séc. II d.C. à semelhança do circo de Delfos.

O pedaço que está a descoberto tem um café muito aconchegante e é um dos locais ao ar livre da cidade onde se fazem espetáculos de teatro e música.

Mesquita Imaret

Fundada em 1444, é uma mesquita simples onde está enterrado o conquistador da Trácia, Lala Shabin Pasha.

Museo Arqueológico Regional de Plovdiv

(fonte: visitplovdiv.com)

Must-see da cidade (que só descobri quando voltei para casa…). Como todos os museus arqueológicos, conta a história da cidade, no entanto este tem uma vitrina muito especial: um serviço de mesa feito totalmente em ouro e do tempo dos trácios, chamado de “tesouro de Panagyurishte”.

Jardins do Tzar Simeon e Fontes Luminosas

Os Jardins do Tsar Simeon foram criados em 1892 pelo arquiteto paisagista suíço Lucien Chevalas (1840-1921) de forma a recorda a primeira Feira Búlgara em 1892 e trazer de volta o espírito do Reino da Bulgária. A joia da coroa deste parque é o renovado lago com as Fontes Cantantes, onde poderás ver um espetáculo de luzes, música e efeitos na água. (quinta a sábado às 21h)

Fórum romano e odéon de Philippoppolis

Foi o centro da vida pública, administrativa, comercial e religiosa da cidade de Philippopolis. As ruínas estão um pouco mal conservadas, mas dá para ter uma ideia de como seria.

Centro Cultural Trakart

Um pequeno museu com grandes joias em forma de mosaicos. Imagina-se que este era um dos estúdios de mosaicos de grande qualidade da antiga cidade grega de Philippopolis.

No chão encontramos vários exemplos do minucioso trabalho que era feito naquela altura, assim como uma coleção de cerâmica e copos com mais de 1000 anos.

A coleção contém objetos utilitários, decorativos e utilizados em rituais pelas gentes durante o Neolítico, pelos trácios e os Romanos.

Igreja de Sveta Marina

(fonte: visitplovdiv.com)

Reconstruída em 1783 depois de um violento incêndio, destaca-se pelo seu campanário de madeira e afastado da igreja.

Dia 2 em Plovdiv

No segundo dia vamos concentrar-nos na zona antiga da cidade, nas suas ruas empedradas e nas três colinas (Nebet Tepe, Taksim Tepe e Dzhambaz Tepe) que a compõem, numa área que cobre mais de 35 hectares. Formada pela vida contínua durante vários séculos, pelas ruas empedradas e estreitas podemos encontrar vestígios de períodos da história como a Pré-história, Trácia, Romana, Medieval, Revivalismo Nacional e Pós-Libertação

Colina Nebet

Início das origens de Plovdiv. Foi escolhida pelos trácios por volta de 4000 a.C. para fundar a cidade de Eumolpia. Está bastante mal tratada quando comparada com o teatro romano ou o estádio, mas tem umas vistas espetaculares sobre a cidade.

Casa Kuyumdzhiogh – Museu Etnográfico de Plovdiv

Nesta casa encontramos o Museu etnográfico da cidade de Plovdiv. Além de trajes e utensílios utilizados pelas famílias durante várias épocas, podemos também ver como eram as casas por dentro. Bastante interessante.

Hisar Kapia

Um conjunto arquitetónico único ao redor do portão oriental da muralha da antiga acrópole. Os restos da muralha aqui conservados fizeram parte de um complexo que chegou a ter 2.5km de comprimento e foi construído pelos romanos e destruídos pelos godos (ali para o ano de 251 d.C.). Destaca-se a Hissar Kapiya, a porta de acesso à cidade.

Casa Balabanov

Casa do século XIX, de estilo Renascimento Búlgaro. Construída a pedido de um comerciante/alfaiate rico chamado Hadji Panayot Lampsha, passou pelas mãos de várias pessoas e acabou por “cair” nas mãos do comerciante de madeira Luka Balabanov, que acabou por dar nome à casa. Funciona como museu.

Casa Nikola Nedkovich

(fonte: visitplovdiv.com)

Construída em 1863 para o comerciante de tecidos Nikola Nedkovich, esta casa tem a decoração exterior mais exuberante que podemos encontrar na cidade. Hoje em dia recebe eventos e exposições variadas e durante todo o ano.

Casa Stepan Hindliyan

(fonte: visitplovdiv.com)

Construída em 1834-35, é uma das poucas casas em Plovdiv que mantem o desenho simétrico original. O seu primeiro dono foi o fundador de uma das quatro famílias arménias mais ricas desse momento na cidade, mercador proeminente cujo negócio começou no início do século XIX e que o levava a lugares tão afastados como a Índia, daí o nome “Hindliyan”

Apteka Hipokrat

(fonte: wikimedia commons)

Casa construída originalmente em 1872 pelo Dr. Sotir Antoniadi, uma das primeiras pessoas em Plovdiv a ter um curso de medicina. No rés-do-chão havia uma farmácia com acesso direto à rua que foi transformada em museu e hoje em dia expõe utensílios do século XIX.

Casa Lamartine

O seu dono era um importante mercador búlgaro, Georgi Mavridi, que construiu a casa entre 1829 e 1830, uma das maiores e mais bonitas casas assimétricas da zona antiga de Plovdiv. No entanto, esta mansão búlgara acabou por receber o nome do seu hóspede mais famoso, Alphonse Lamartine.

Teatro romano

Teatro romano do século II d.C., construído durante o império de Trajano e descoberto em 1972. Tinha capacidade para umas 7000 pessoas e é dos teatros romanos melhor conservados do mundo.

Se forem no verão, tentem conseguir entradas para um dos muitos espetáculos de teatro e música que ainda se fazem por aqui. (9h-17h30, 5lev)

Igreja de Sveta Bogoroditsa

Conhecida como a catedral de Plovdiv, substituiu uma pequena igreja que havia neste mesmo sítio desde o século IX. Foi construída e deitada abaixo pelos otomanos e em 1844 reconstruída uma vez mais com a ajuda dos donativos do povo.

Casa de Hristo Danov

(fonte: hotelmap.bg)

Casa que pertenceu ao primeiro editor de livros da Bulgária

No caso de terem tempo, recomendo também a visita ao Monumentos dos Libertadores, no cimo da Colina Alyosha, Tem as melhores vistas de Plovdiv e não façam como eu, que me perdi a meio do caminho e acabei a vir para baixo sem ver nada 🙁

Bairro de Kapana em Plovdiv

Podemos dizer que a cidade de Plovdiv está dividida em duas: a zona antiga e a zona nova, onde se inclui o bairro de Kapana.

Kapana em búlgaro significa ratoeira e é a definição perfeita para este bairro: ruas estreitas, serpenteantes e a constante sensação de estar perdido. O meu hotel estava situado numa destas ruas e tive a oportunidade de dar umas quantas voltinhas por aqui. Recomendo a visita, sem dúvida, principalmente se estás à procura de alguma loja de souvenires diferente, bares rockeiros ou cafézinhos hipsters. Estes últimos não são a minha onda, mas confesso que alguns deles tinham muito bom aspecto e (ainda) não estavam demasiado massificados.

Free Walking Tour em Plovdiv

Mais uma vez decidi fazer o free walking tour em Plovdiv com a organização 365, a mesma do free sofia tour e não desiludiram! Se bem que vi esta guia, Monika, um pouco mais presa ao “discurso” ensaiado que o Nikola estava em Sofia.

Se decidirem ficar por aqui dois dias, ou mais, aproveitem para subir ao Liberators Monument, uma das.colinas mais altas da cidade e a que tem melhores vistas sobre a zona antiga. Eu tentei, mas não cheguei atá ao topo… Depois de andar mais de 20 minutos perdida no meio de trilhos no bosque decidi descer, se bem que depois de estudar o mapa descobri que estava bastante perto de lá chegar.

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