Falar de Viagens

Como é viver com uma mulher que ama viajar?

Há uns tempos atrás o Alex e eu tivemos uma conversa (mais uma!) acerca de viagens e da prioridade que cada um de nós dá a esse tema…

Eu, por exemplo, faço de tudo para no final do mês poupar o máximo possível para as férias. O Alex, por sua vez, não se priva tanto como eu e tem outras prioridades mais importantes que as viagens.

Tudo certo, nada de mal!

Eu ando sempre a propor novas viagens e se por mim fosse, viajaria todos os fins-de-semana para um destino diferente. O Alex é mais “terra à terra” e trava um pouco a minha “loucura”. O meu bolso agradece!

Com tudo isto pus-me a pensar... Será que viver com uma mulher que ama viajar, quando nós temos outras prioridades, pode deitar tudo a perder? Ou será que é algo que os parceiros até gostam e agradecem?

Decidi perguntar aos maridos das amigos do grupo Blogueiros de Língua Portuguesa em Madrid para saber o que acham, já que somos todos de idades diferentes e com interesses diferentes uns dos outros.

Como é viver com uma mulher que ama viajar?

Alex (namorado da Susana, juntos há 2 anos)

Acho que a Susana é a pessoa que mais gosta de viajar do mundo! Já esteve em muitos países e muitos ainda estão por vir. De facto, acho que o Marco fez menos quilômetros procurando a mãe dele… Daí, se alguém me pergunta qual é o melhor ponto de estar com uma pessoa que gosta tanto de viajar, eu digo: a aventura. Eu não conheceria muitos lugares a não ser por ela, e não entenderia muitas coisas se não fosse pela curiosidade que ela tem. A Susana, como eu, gosta não só de visitar lugares, senão de entender o que lá há. Os lugares, as pessoas, seus costumes, sua cultura. E ademais, ela organiza as viagens com uma perícia digna dos melhores exploradores.

Por outro lado, nem sempre é tudo tão maravilhoso… A Susana é extremamente aventureira, e em algumas ocasiões me da a impressão de que ela não tem em conta que nem sempre é bom momento ou bom lugar. Se eu lhe disser “Olha, os vôos a Aleppo estão bem baratos agora mesmo” ela com certeza vai me responder “já estou procurando um hotel”. E ademais, qualquer instante livre é bom para fazer uma viagem. Se para poder visitar um lugar temos de fazer 500 quilómetros com carro, ficar um dia ou dois, e fazer outros 500 quilómetros para voltar, bem-vindos sejam. Eu não tenho esse pique todo no corpo, e às vezes me sinto cansado até para pegar o carro. E o dinheiro, claro. Por muito que se organizem as viagens como ela faz, a mais viagens mais dinheiro.

Em resumo, se não fosse por toda essa vontade em conhecer e entender o mundo que a Susana tem, estou convencido de que o planeta seria um lugar mais pequeno e mais triste para mim.
Mas com toda a certeza do mundo, ser o acompanhante de uma pessoa que tem tanta curiosidade, tanta vontade, tanta vida, é muito mais enriquecedor do que cansativo, e vale a pena de longe. Se é por mim, ainda faltam muitas milhas por percorrer e muitos solos por explorar.

Vladson (marido da Juli, casados há 16 anos)

Não acredito no popular de “alma gêmea”, acredito na pessoa certa na hora certa. Como sempre gostei de viajar, estar casado com uma pessoa que compartilhe dos mesmos gostos é acertar na loteria e ganhar sozinho.

Normalmente não temos muitos pontos de divergências, pois gostamos das mesmas coisas e nos respeitamos. O tipo de viagem que mais me atrai são para as regiões de praias, e aqui talvez esteja o nosso ponto de discordância. Eu gosto de ficar na praia o dia todo e a Juli é mais de ir a praia e não ficar muito. No geral, gostamos dessa adrenalina de explorar lugares novos, comidas e etc…

Em cada lugar que vamos acabamos fazendo amigos e esta é a maior riqueza de quem gosta de viajar. Com o tempo fomos aprendendo a dinamizar a bagagem, comer de maneira improvisada, chorar um desconto, chegar de madrugada em hotel  e ficar esperando a hora do check-in.

Nesta relação precisa de uma grande dose de cumplicidade. Hoje eu já sei que tipo de lugar a Ju iria e ela também sabe que lugar é a minha cara. Tem uma frase que para nós se tornou um lema: tolice é viver a vida assim, sem aventuras.

Enquanto escrevo este textinho, vem uma louca vontade de sair por aí. Um dia teremos o nosso motorhome e aí… bom, aí o mundo não será o bastante.

Ivan Ballesteros (marido da Manaira, casados há 5 anos)

Eu acho muito bom, pois não preciso me preocupar com as férias. Ela decide o destino e faz a programação da viagem. Claro que nem sempre seguimos o roteiro, mas ela sempre descobre coisas legais e diferentes para fazer em casa destino.

Como ela conhece mais lugares que eu, algumas vezes tem que repetir, mas é bom pois ela já sabe onde me levar. Por ela viajaríamos sempre que temos dias livres juntos, mas trabalho muito e também gosto de ficar em casa para descansar.

Danilo Modolo (marido da Camila, juntos há 13 anos)

A Camila viaja muito a trabalho. E quando eu digo muito, é tipo, MUITO! Pelo menos uma vez a cada 2 semanas ela está fora.

Na maioria das vezes são viagens curtas e ela volta logo. Algumas vezes ela tem que passar a semana inteira fora. E isso é horrível pra mim… eu reclamo e não disfarço minha chateação com este assunto, mas acabo entendendo.

Em relação a viajar por férias, ela geralmente faz todo o esforço da planificação! Eu acabo dando o palpite inicial (sobre onde ir) e final (quando já estamos fechando os detalhes). Gostamos de conhecer cidades novas e parar durante o caminho para tomar um café tranquilamente. Eu sou mais de andar a mesmo, sem planejar, enquanto ela prefere ter um plano para cada dia – antes era para cada hora, mas isso mudou pois eu não seguia nada!!

Por mim eu iria acampar pra qualquer lado e dormir no carro, enquanto ela não pode sair de casa sem saber que tem um hotel limpo e confortável esperando! Já conhecemos uns 16 países juntos e fazemos coleção de copos do Hard Rock Café de todas as cidades por onde passamos!

E vocês? O que acham de viver com uma mulher que ama viajar?

Vais viajar nos próximos tempos?
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