Falar de Viagens

Sófia em 2 dias: o que ver

Quando cheguei à Bulgária, a minha primeira paragem foi em Sófia onde fiquei quase dois dias antes de rumar a Plovdiv e Veliko Tarnovo.

Apesar de ser a capital do país não deixa de ser uma cidade pequena, onde é possível caminhar até qualquer ponto turístico sem grande esforço – é uma cidade bastante plana, sem muitos altos e baixos.

Apesar disso, acho que dois dias são bem precisos para ver tudo com calma e sem pressas, podendo apreciar as fantásticas igrejas ortodoxas e os museus da cidade.

Desta vez usei uma nova “técnica” que nunca tinha experimentado antes e que aconselho vivamente: no primeiro dia, depois do check-in no hotel, aproveitei o final da tarde para fazer o Free Walking Tour e conhecer a cidade em linha gerais. Durante o tour fui apontando os sítios que mais me interessaram e no dia seguinte voltei com mais calma para conhecer melhor estes lugares!

Pareceu-me uma ótima ideia para optimizar o tempo que tinha na cidade (não chegava a 2 dias completos) e gostei dos resultados!

Para estas visitas guiadas aconselho o Free Sofia Tours que, durante o verão, tem 3 tours diários (10h00, 11h00 e 18h00). Os guias são voluntários, sabem muito sobre a cidade e são super simpáticos e cheios de boas dicas!

 

Um pouco de história sobre Sofia

Monumento ao Soldado Desocnhecido

Sófia é uma das capitais mais antigas da Europa, e a sua história remonta ao século VIII a.C. quando os trácios decidiram ocupar a zona (lembram-se do Spartacus? Veio daqui!), devido à existência de fontes de água termal, possivelmente uma tribo chamada Serdi e que deu origem ao nome Serdica, um dos primeiros nomes que se conhecem da cidade.

Durante um curto período de tempo a cidade foi governada por Filipe II da Macedónia e pelo seu filho Alexandre Magno.

Ruínas de Serdica que podemos encontrar numa das estações de metro

No ano 29 a.C. Serdica foi conquistada pelos romanos, converteu-se no centro de uma região administrativa e passou a chamar-se Ulpia Serdica.

O actual nome de Sófia foi utilizado pela primeira vez num mapa do século XIV, durante o reinado do Czar búlgaro Ivan Shishman. No entanto, o nome Serdica continuou a ser utilizado até ao século XIX.

A cidade encontra-se situada no centro da península balcânica rodeada pelos montes Vitosha, Lyulin e pelas montanhas dos Balcãs. Tem uma população de cerca de 1,3 milhões de pessoas e é a 14º maior cidade da União Europeia.

 

O que ver em Sofia em 2 dias?

Deixo-vos um roteiro para aproveitar ao máximo os dois dias que aqui estiverem antes de rumarem a outras paragens búlgaras!

 

Dia 1

Igreja de Sveta Nedelya

Começamos o nosso primeiro dia de turismo por Sófia visitando a Igreja de Sveta Nedelya (1), uma das mais bonitas. Diz-se que foi construída por cima do cruzamento das estradas mais importantes da antiga Serdica no final do século XIX. Em 1925 foi destruída quase na totalidade numa tentativa de atentado contra a vida do Czar Boris III. 200 pessoas morreram, mas o Czar sobreviveu.

Ao chegarmos ao cruzamento de dois dos boulevards mais importantes da cidade, vemos à nossa esquerda a estátua de Sophia (2). De certeza que já muita gente ouviu dizer que esta estátua representava Santa Sofia, a santa que deu nome à cidade, mas nenhuma destas afirmações é correcta!

Estátua de Sófia

Foi construída em 2001 no sítio onde antes se encontrava uma estátua de Lenine e é considerada demasiado erótica e pagã para ser atribuída a Santa Sofia. Está adornada com os símbolos do poder (coroa), fama (grinalda) e sabedoria (coruja), a coroa é também uma referência à deusa do destino, Tjuhe, inspirada pelo antigo emblema de Sofia, anterior a 1900.

Complexo arqueológico de Serdica

Cruzando o Boulevard Todor Alexandrov, vamos encontrar algo que não estamos habituados a ver normalmente: um complexo arqueológico a alguns metros de profundidade, que pode ser visitado gratuitamente durante o dia ou a noite. Chegamos ao Complexo Arqueológico de Serdica (7). Por todo o lado encontramos pequenas placas que nos indicam o que estamos a ver.

As linhas vermelhas indicam onde acabam as ruínas e começa a reconstrução

DICA: ao olharem para as paredes verão uma linha vermelha que divide as paredes em dois. Essa linha é a que nos mostra até onde vão os vestígios arqueológicos originais e onde começam as reconstruções! 😉

Igreja de Sveta Petka

De um dos lados do complexo está a Igreja de Sveta Petka Samardzhiiska (2), um pequeno templo construído no século XIV durante o império Otomano, o que explica o seu interior simples e o facto de estar abaixo do nível das rua actuais da cidade.

Se tiverem a sorte de poder entrar na igreja (eu não tive), subam as escadas para verem o que resta dos murais do início do século XV.

Dizem as lendas da cidade que o herói nacional Vassil Levski foi aqui enterrado depois de ter sido enforcado pelos Otomanos. Dentro da igreja há uma placa de bronze que comemora este facto, se bem que ninguém sabe se é verdade e se os seus restos ainda lá estão.

A igreja de Sveta Pekta funciona como uma igreja normal, com serviços religiosos a várias horas do dia. Pedem um pequeno donativo à entrada para ajudar conservação da igreja.

Mesquita Banya Bashi

Subindo as escadas e deixando Serdica “debaixo da terra” damos de caras com a Mesquita Banya Bashi (5), construída em 1576 junto às termas. Uma vez mais não tive a oportunidade de entrar porque estavam em obras, mas vale a pena a visita! O seu arquiteto é o mesmo que construiu a Mesquita Azul em Istambul, Mimar Sinan!

Termas Centrais, hoje em dia o Museu da Cidade de Sofia

Em frente à mesquita encontramos as antigas Termas Centrais e fontes onde podemos provar as águas termais que a abasteciam. Hoje em dia o edificio das Termas Centrais, para mim um dos mais bonitos, foi transformado no Museu da Cidade de Sófia (6).

No entanto as fontes continuam acessíveis a toda a gente e é bastante comum ver gente a encher garrafões de 5L com a água termal. São muito concorridas durante o inverno, principalmente pelos sem-abrigo, que as usam para se lavarem e como forma de se aquecerem. Eu própria aproveitei a água a ferver para aquecer as mãos nas frias noites de Novembro que lá passei!

Fontes de água termal

Sabiam que a cidade de Sófia é única por ter 42 nascentes de águas minerais que fazem parte de 8 zonas hidro-termais diferentes, cuja água varia entre os 30ºC e os 90ºC? Este foi um dos motivos pelos quais a cidade de Serdica se estabeleceu aqui!

Halite

E depois desta volta é hora de comer algo para manter as forças durante o resto do dia. Atrás da mesquita está o Halite (4), um dos mercados mais antigos do país, construído em 1909 mas que esteve em ruínas durante vários anos. Na década de 1990 foi reconstruído e hoje em dia é um mercado em pleno funcionamento, onde comprar frutas e verduras ou tomar o pequeno almoço.

Interior do Halite

Na cave do mercado é possível ver algumas ruínas da antiga muralha de Serdica, assim como restos dos banhos romanos.

Saímos do Halite comidos e bebidos e é hora de subir o Boulevard Maria Luisa até à Ponte dos Leões (8). É uma das mais conhecidas da cidade pelos 4 leões que a guardam. Não é uma vista maravilhosa, e podem ignorá-la à vontade, mas aqui terão uma das poucas vistas do “rio” Vladaya.

Daqui seguimos para a Igreja de Sveta Paraskeva (9), a terceira maior igreja de Sófia, construída em 1922. Não cheguei a vê-la porque não apareceu nos guias de viagem nem nos blogs que consultei mas, pelas fotos que encontrei, aconselho uma visita nem que seja rápida!

Igreja Sveta Paraskeva (fonte: Wikimedia Commons / Licença CC)

Depois de conhecer esta fantástica igreja, aproveitamos para passar pelo Zhenski Pazar(10), o Mercado das Mulheres. É o maior mercado e o mais atarefado de Sófia. Típico mercado “do sábado de manhã”, aqui podemos encontrar de tudo: frutas, verduras, falsificações de roupa de marca, etc… Para além dos “grandes vendedores”, também vemos pessoas na beira do passeio a tentar vender o que colheram naquela manhã na horta de casa. Um lugar interessante para passar e aproveitar para comprar alguma fruta para comer durante o dia.

Sinagoga de Sófia

Aqui perto, ao lado do Halite, está localizada a Sinagoga de Sófia (11), a maior sinagoga dos Balcãs e a terceira mais grande da Europa, construída entre 1905 e 1909. O edifício é uma réplica de menores dimensões da sinagoga sefardi de Viena, destruída durante a Segunda Guerra Mundial.

Interior da Sinagoga de Sofia

DICA: Não se deixem enganar: as portas costumam estar fechadas, mas basta tocar à campainha para que as abram e possam visitar a sinagoga.

E para os interessados, terminamos o Quadrado da Tolerância com a Catedral de São José(12), a maior igreja católica da cidade. Esta zona da cidade é chamada de Quadrado da Tolerância porque em pouco metros quadrados encontramos 4 templos de 4 religiões diferentes: igreja católica, igreja ortodoxa, sinagoga e mesquita!

Quadrado da Tolerância

Mas as visitas do primeiro dia ainda não acabaram por aqui! Depois da Sinagoga vamos até um dos edifícios com pior fama da cidade: falo da (antiga) Sede do Partido Comunista Búlgaro(13)!

Até 1990 foi a sede do Partido Comunista e no topo, onde hoje se encontra a bandeira da Bulgária, estava a famosa estrela vermelha.

Vista do Largo à noite. Em frente, a Sede do Partido Comunista

No verão de 1990 o edifício foi incendiado pela multidão que protestava contra o comunismo. Hoje em dia é utilizado maioritariamente como escritórios do governo. E a estrela vermelha sobrevive no recém-criado Museu da Arte Socialista 😉

Igreja de São Jorge

Junto a este emblemático edifício estão localizados outros edifícios não menos grandiosos, todos pertencentes à época comunista e ao governo. No pátio interior de um deles encontramos a Igreja de São Jorge (14), uma igreja redonda muito engraçada. Datada do século IV, é o edifício preservado mais antigo de Sófia. Abriu ao público em 1998, pela primeira vez em mais de 70 anos. Tem três camadas de frescos que se podem ver, sendo o mais antigo do século X.

Interior da Igreja de São Jorge

E para terminar o primeiro dia de turismo por Sófia, nada melhor que o Museu Arqueológico Nacional(15), o mais antigo da Bulgária, localizado na Grande Mesquita desde 1899. Conta com artefactos encontrados na Bulgária datado desde a pré-história até à Idade Média.

Dia 2

O símbolo de Sófia! 🙂

No 2º dia vamos descobrir o que ver na zona ‘sudoeste’ de Sófia e nas igrejas mais bonitas e conhecidas!

Se não visitaram o Halite no dia anterior e/ou se gostaram tanto que querem lá voltar, é uma boa opção para tomar o pequeno-almoço! Não podem sair da Bulgária sem provar os banitsa! Os meus favoritos são os mais simples, só com queijo. E já que estamos… Aproveitamos para os “empurrar para baixo” com um copo de Boza, uma bebida feita de trigo fermentado muito típica na Bulgária.

Igreja Russa de Sófia

Depois do pequeno-almoço, a nossa primeira paragem é a Igreja Russa de São Nicolau(18), para mim, uma das mais bonitas da cidade. É uma pequena igreja ortodoxa “perdida” dentro de um parque, que foi construída entre 1912 e 1914, para que um diplomata russo com medo de rezar nas igrejas búlgaras pudesse fazê-lo. A igreja recebeu o nome de São Nicolau, o milagroso.

Não se esqueçam de visitar também a cripta da igreja, onde está o sarcófago do Bispo Serafim (1881 – 1950), adorado por muitos búlgaros como um santo, apesar de não ter sido canonizado. É tradição escrever desejos em papeis e depositá-los na caixa de madeira colocada ao lado do sarcófago. Eu escrevi os meus e deixei-os lá 😉

Subindo uma colina de Sófia em direção à Catedral de Alexander Nevski encontramos a Igreja de Santa Sofia(19), a igreja ortodoxa mais antiga da cidade. Foi de facto esta igreja, construída no ponto mais alto da cidade, que deu o nome de Sófia à capital da Bulgária no século XIV (lembram-se do que disse no início do texto sobre a estátua de Sophia? Aqui está a razão!)

Igreja de Sveta Sofia

A igreja data do século XVI, altura em que este era o local da necrópole de Serdica. Ainda hoje é possível visitar os restos arqueológicos das igrejas anteriores a esta, enterrados com o passar dos anos.

Como curiosidade, dizer que esta igreja tem as portas mais estreitas que alguma vez vi, é preciso entrar de lado por muito magro que se seja, e que, como a igreja foi construída sem torre sineira, quando foi necessário meter um sino na igreja para chamar os fiéis…. decidiram instalá-lo na árvore que está plantada em frente à entrada! (não tentem tocar o sino! Os padres não gostam da brincadeira ahahah)

Aqui está o sino!

Na avenida que nos leva até à catedral da cidade vamos encontrar, de um lado, um monumento dedicado ao Soldado Desconhecido búlgaro e do outro o Sínodo Sagrado(21), um dos orgãos reguladores da Igreja Ortodoxa Búlgara. O edifício não está aberto ao público, já que é aqui que vive o Patriarca Búlgaro, no entanto o exterior merece ser apreciado.

Sínodo Sagrado

E depois de visitadas estes 3 lugares, chegamos ao local mais famoso da cidade, a Catedral de Alexandre Nevski(20)! Símbolo de Sófia, ninguém fica indiferente às suas cúpulas redondas e esverdeadas!

Foi construída entre 1904 e 1912 no estilo Neo Bizantino típico das igrejas ortodoxa da época, a catedral tem 76 x 53 metros e no seu interior pode albergar até 7000 pessoas.

Catedral de Alexandre Nevski

A cripta e a sua colecção de ícones religiosos merecem uma visita. Mas atenção, fecha às segundas.

O próximo monumento no nosso roteiro de dois dias por Sófia é o do Czar Libertador(22), dedicado ao Czar russo Alexandre II, que libertou a Bulgária do jugo Otomano durante a guerra russo-turca em 1877-78.

Estátua do Czar Libertador

Continuando o nosso caminho pelo Boulevard Tsar Osvoboditel, vamos ter à Ponte das Águias (23), a outra ponte conhecida de Sófia. O seu nome vem das 4 estátuas de águias que custodiam e “protegem” a ponte. É um dos lugares mais utilizados nas manifestações da capital Búlgara e é tão importante que uma destas águias sai numa das caras da nota de 20 levas.

Mausoléu de Alexander Battenberg

O próximo destino do nosso passeio é o Mausoléu de Alexandre Battenberg (24). Um pouco estranho encontrar um mausoléu no meio da cidade, no qual podes entrar e sentar-te (está bem fresquinho lá dentro!). Este é o lugar onde repousam os restos do príncipe Alexandre I de Battenberg, o primeiro governante da Bulgária moderna. Foi inaugurado em 1897 e esteve fechado entre 1947 e 1991, durante o regime comunista na Bulgária. Voltou a abrir ao público depois da queda deste.

Igreja de Sveti Sedmochislenitsi

Continuando a caminhar, vamos encontrar um parque muito arrumadinho com uma igreja no meio. Chegamos à Igreja de Sveti Sedmochislenitsi (25), criada entre 1901 e 1902 aproveitando uma antiga mesquita otomana abandonada. O nome da igreja vem do grupo de Cirílio, Metódio e dos seus cinco discípulos, conhecido como Sedmochislenitsi.

Depois de tantas igrejas e monumentos religiosos, aconselho uma voltinha pela Rua Georgi Rakovski (27), uma das ruas mais centrais e importantes da cidade. É conhecida como a Broadway de Sófia, já que a maioria dos teatros da cidade se encontram aqui. Quem sabe se não encontram alguma peça ou bailado que vos interesse ver? Isso sim, a maioria deles serão em búlgaro. 🙁

Danças tradicionais búlgaras

E daqui continuamos até outra zona verde, coisa que não falta em Sófia, o Parque da Cidade (29). Está situado em frente ao Teatro Nacional Ivan Vazov e está cheio de estátuas curiosas, velhotes a jogar xadrez e gente a dançar danças tradicionais ao domingo ao final da tarde.

Teatro Ivan Vazov

Teatro Nacional Ivan Vazov (28) foi construído em 1907 por dois arquitetos austríacos e é um dos monumentos mais ornamentados da cidade. A fachada de 40 metros conta com 6 colunas de mármore decoradas com estátuas do deus Apolo e das Musas. Tem capacidade para 1000 pessoas.

O segundo dia do percurso parece mais curto que o primeiro, mas desta forma terão mais tempo para visitar os museus, criptas e/ou outros locais que tenham encontrado pelo caminho e queiram conhecer!

 

Outros locais a visitar se tiverem tempo livre

TZUM, o ‘El Corte Ingles’ búlgaro

Desenhado em 1956, o TZUM faz parte da arquitetura monumental do centro de Sófia, do chamado Largo. Para os búlgaros o TZUM sempre foi um símbolo de prosperidade e de orgulho do país. Foi o edifício mais moderno da sua época, portanto era uma visita obrigatória em todos os passeios pela capital.

Museu Etnográfico
Conta-nos um pouco do folclore búlgaro e de tradições como os ovos e pães da Páscoa. Tem uma coleção variada de trajes típicos das diferentes regiões do país, mas infelizmente a maioria dos expositores não tem legenda em inglês.

Museu Nacional de História Natural

Com mais de um século de história, o Museu Nacional de História Natural da Bulgária orgulha-se de ser o maior do país e da Península Balcânica. Dividido em 4 andares e 15 salas, o museu conta com espécies de minerais, fauna e flora, alguns deles já extintos.

O museu está aberto de segunda a domingo, das 10h00 às 18h00.

Boulevard Vitosha

Boulevard Vitosha

A rua do comércio tradicional por excelência da cidade. Cheia de lojinhas de souvenirs, cadeias internacionais de roupa e restaurantes, etc… No final do boulevard encontramos os jardins do NDK (26) o Palácio da Cultura Búlgaro. Tanto a zona de Vitosha como do NDK têm muita animação à noite e vale a pena passar por aqui.

NDK

Já conhecem a capital búlgara? O que acham deste roteiro de dois dias por Sófia? Fico à espera das vossas sugestões e comentários!!

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